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Segurança · 4 min de leitura

Quais os perigos de fazer "gambiarras" elétricas em casa?

Uma ligação improvisada resolve o problema de hoje e cria um risco para amanhã. Muitas das avarias e dos incêndios de origem elétrica que encontramos começaram com uma solução caseira que parecia inofensiva.

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Quais os perigos de fazer "gambiarras" elétricas em casa?

Chamam-lhes "gambiarras": emendas com fita isolante, extensões que ficam para sempre, tomadas múltiplas ligadas umas às outras, fios a passar por baixo de tapetes. Quase sempre começam com boa intenção e falta de tempo. O problema é que a eletricidade não perdoa improvisos, e as consequências podem demorar meses a aparecer.

As improvisações mais comuns

  • Emendas de cabos torcidos e envoltos em fita isolante, dentro ou fora da parede.
  • Extensões e tomadas múltiplas usadas como instalação permanente.
  • Tomadas múltiplas ligadas em cadeia.
  • Cabos de extensão a passar por baixo de portas, tapetes ou móveis.
  • Adaptadores para ligar fichas com terra a tomadas sem terra.
  • Fusíveis substituídos por fio de cobre ou por fusíveis de calibre superior.
  • Disjuntores trocados por outros maiores para o quadro deixar de disparar.
  • Pontos de luz ou tomadas acrescentados a puxar corrente de outro circuito qualquer.
  • Ligações no exterior, em jardins ou varandas, com material para interior.

Os perigos reais

Incêndio

Emendas mal feitas e ligações soltas têm mais resistência elétrica e aquecem. Dentro de uma parede, atrás de um móvel ou numa caixa fechada, esse calor acumula-se, degrada o isolamento e pode inflamar os materiais à volta. Como muitas vezes nenhum disjuntor dispara, o problema evolui sem dar sinal.

Choque elétrico

Fita isolante que descola com o tempo, cabos esmagados por portas e tomadas sem terra deixam partes em tensão ao alcance das mãos. Em cozinhas, casas de banho e exteriores, a humidade agrava muito o risco.

Proteções que deixam de proteger

Esta é talvez a improvisação mais perigosa. Um disjuntor existe para proteger o cabo que está a seguir. Se o substituir por um de maior calibre, ou se trocar um fusível por um fio de cobre, o cabo passa a poder aquecer até ao ponto de derreter antes de alguma coisa cortar a corrente. O quadro deixa de disparar, mas o problema continua lá, agora escondido.

O disjuntor que dispara está a avisá-lo

Se um disjuntor dispara com frequência, nunca o substitua por um maior nem o prenda na posição ligada. Ele está a proteger um cabo que está a ser sobrecarregado ou um circuito com avaria. A solução é corrigir a causa, não calar o aviso.

Danos nos equipamentos

Maus contactos provocam quedas de tensão e pequenos arcos elétricos que podem danificar eletrodomésticos e equipamentos eletrónicos. Em muitos casos, o aparelho avaria e a culpa é posta no aparelho, quando a origem estava na ligação.

Problemas na hora de certificar ou vender

Uma instalação cheia de alterações improvisadas não cumpre as regras técnicas e pode ter de ser corrigida antes de uma certificação, de uma alteração de potência ou de uma venda. Corrigir improvisos acumulados ao longo de anos é quase sempre mais trabalhoso do que ter feito bem à primeira.

A alternativa certa para cada caso

  • Faltam tomadas: acrescentar tomadas fixas no circuito adequado, em vez de extensões permanentes.
  • O quadro dispara: identificar a causa e, se necessário, dividir circuitos ou rever a potência contratada.
  • Precisa de luz no jardim ou na varanda: usar material próprio para exterior, com proteção diferencial.
  • Tomadas sem terra: executar ou reforçar a ligação à terra e trocar as tomadas.
  • Cabo danificado: substituir o troço afetado ou fazer a ligação numa caixa de derivação com ligadores adequados.
  • Fusíveis antigos: substituir o quadro por um quadro com disjuntores e diferencial.
Use extensões só como solução temporária

Se usa a mesma extensão no mesmo sítio há mais de algumas semanas, é sinal de que lhe falta uma tomada fixa. Peça a um eletricista para a instalar: é um trabalho simples e acaba com o risco de tropeções e sobreaquecimentos.

Como reconhecer que já há improvisos em casa

Se comprou uma casa usada ou se a instalação passou por várias mãos, vale a pena procurar sinais: fita isolante visível em cabos, caixas sem tampa, tomadas que não correspondem ao disjuntor indicado no quadro, disjuntores de calibres muito diferentes sem razão aparente ou circuitos que ninguém sabe de onde vêm. Uma inspeção elétrica põe tudo em ordem e identifica o que precisa de ser corrigido primeiro.

A segurança elétrica não se improvisa

O Piquete Eletricista é uma equipa de eletricistas certificados pela DGEG, com mais de 15 anos de experiência. Corrigimos ligações improvisadas, acrescentamos tomadas e circuitos e renovamos quadros em casas particulares, lojas e escritórios. Contacte-nos para um orçamento grátis e faça bem à primeira.

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Perguntas frequentes

Ainda tem dúvidas?

Usar extensões em permanência é perigoso?

Pode ser. As extensões não foram pensadas para uso permanente, sobretudo com aparelhos potentes. Aquecem, desgastam-se e são fáceis de danificar. Se precisa sempre de uma tomada no mesmo sítio, o melhor é instalar uma fixa.

Posso trocar um disjuntor por outro maior para deixar de disparar?

Não. O disjuntor está dimensionado para o cabo do circuito. Um disjuntor maior deixa o cabo sem proteção e aumenta o risco de incêndio. A causa dos disparos deve ser identificada e corrigida.

Fita isolante é suficiente para reparar um cabo?

Não como reparação definitiva. A fita descola e perde isolamento com o tempo e o calor. Um cabo danificado deve ser substituído ou ligado numa caixa de derivação com ligadores adequados.

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