
É no quadro elétrico que estão os dispositivos que protegem os cabos contra sobrecargas e curto-circuitos e que protegem as pessoas contra choques elétricos. Um quadro antigo ou danificado pode continuar a "dar luz" durante anos e, mesmo assim, já não proteger como devia. Saber reconhecer os sinais de alerta permite agir antes de uma avaria grave.
Sinais de alerta que exigem atenção imediata
Cheiro a queimado, calor ou marcas escuras
Plástico derretido, marcas negras junto aos terminais, disjuntores quentes ao toque ou cheiro a queimado indicam sobreaquecimento. A causa é geralmente uma ligação solta ou um dispositivo a trabalhar acima da sua capacidade. É um risco real de incêndio.
Ruídos, estalidos ou faíscas
Um quadro em bom estado é silencioso. Zumbidos, estalidos ou pequenas faíscas indicam mau contacto, dispositivos danificados ou arcos elétricos entre condutores.
Se notar cheiro a queimado, fumo ou faíscas, desligue o interruptor geral se o puder fazer em segurança, afaste-se e contacte um eletricista. Nunca retire a tampa do quadro nem tente apertar ligações: no interior há partes sob tensão mesmo com circuitos desligados.
Sinais de que o quadro está desatualizado
Ainda tem fusíveis
Quadros com fusíveis de rosca ou de cartucho pertencem a outra época. Funcionam, mas a substituição de fusíveis é pouco prática, convida a improvisos perigosos e estes quadros raramente têm proteção diferencial.
Não tem disjuntor diferencial
O disjuntor diferencial de 30 mA é o dispositivo que protege as pessoas contra choques, ao cortar a corrente quando deteta uma fuga. Se o seu quadro não tem nenhum dispositivo com botão de teste (normalmente marcado com "T"), é muito provável que não exista esta proteção.
Disparos frequentes
Disjuntores que disparam quando liga o forno e a máquina ao mesmo tempo podem indicar que vários equipamentos potentes partilham o mesmo circuito, ou que a potência contratada é insuficiente. Disparos sem razão aparente podem indicar dispositivos envelhecidos. Em ambos os casos o quadro merece ser revisto.
Falta de espaço para novos circuitos
Ar condicionado, placa de indução, bomba de calor ou carregador de carro elétrico precisam de circuitos próprios. Se o quadro não tem espaço, o resultado são ligações em paralelo a circuitos existentes, que sobrecarregam os cabos.
Idade e estado geral
Quadros com muitas décadas, caixas de madeira ou metal enferrujado, tampas partidas, dispositivos de marcas que já não existem e circuitos sem identificação são candidatos à substituição. Não há uma idade exata a partir da qual um quadro tenha de ser trocado, mas quanto mais antigo, mais provável é não cumprir as regras técnicas atuais.
Lista rápida para verificar o seu quadro
- Existe pelo menos um dispositivo diferencial com botão de teste?
- Os circuitos estão identificados (iluminação, tomadas, cozinha, máquinas)?
- A caixa está inteira, fechada e sem marcas de calor?
- Os disjuntores mantêm-se armados quando liga os aparelhos habituais?
- Há espaço livre para acrescentar circuitos?
- O quadro está acessível e sem objetos à frente ou em cima?
Carregue no botão de teste do diferencial: deve disparar de imediato e cortar os circuitos que protege. Volte a armá-lo a seguir. Se não disparar, o dispositivo pode estar avariado e deve ser verificado por um eletricista.
O que muda com um quadro novo
Um quadro moderno, dimensionado para a sua casa, traz benefícios que se notam no dia a dia:
- Proteção de pessoas com disjuntor diferencial de 30 mA.
- Circuitos separados, para que uma avaria na cozinha não deixe a casa toda às escuras.
- Disjuntores com calibres adequados à secção de cada cabo.
- Identificação clara de cada circuito, útil em qualquer avaria.
- Espaço de reserva para futuras ampliações, como carregadores ou climatização.
- Possibilidade de incluir proteção contra sobretensões, quando se justifica.
Como decorre a substituição
- Visita técnica para avaliar o quadro, os circuitos e a ligação à terra.
- Proposta de quadro e orçamento grátis, com explicação do que vai mudar.
- Substituição com corte de energia programado, normalmente no próprio dia.
- Testes de funcionamento, incluindo o teste do diferencial e a identificação dos circuitos.
- Quando aplicável, documentação e certificação da instalação junto das entidades competentes.
Se o problema for a potência contratada e não o quadro, também explicamos o que deve pedir ao seu comercializador e se a instalação está preparada para isso.
